Você sabia que a origem de muitas dores físicas e doenças, estão intimamente ligadas com questões emocionais e até mesmo traumas vividos? São essas causas que a microfisioterapia busca identificar e tratar.
A técnica é considerada jovem no Brasil, sendo trazida apenas em 2005. Porém, foi desenvolvida na década de 1980 pelos fisioterapeutas franceses Patrice Bénini e Daniel Grosjean. Considerada uma das especialidades da Fisioterapia, a micro só pode ser realizada no Brasil por fisioterapeutas. Trata-se de uma terapia que avalia e trabalha o corpo utilizando apenas as mãos e pequenos movimentos, sem o uso de qualquer tipo de equipamento. Em Brusque a microfisioterapia é um dos tipos de tratamento fisioterapêuticos disponíveis na Fibra Fisio – o maior centro de fisioterapia e reabilitação esportiva do Brasil, instalado na cidade.
Maria de Lourdes Fantini Benvenutti realiza sessões desde o ano passado e conta que tem tido resultados muito positivos. “Para mim é excelente. A cada sessão de microfisioterapia percebo reações positivas em todo meu organismo”, revela.
Segundo o fisioterapeuta e especialista em microfisioterapia, Dr. Paulo Bianchi Júnior, o objetivo desta técnica fisioterapêutica é tratar a causa das doenças. “90% das causas das doenças vêm de questões emocionais, ou seja, tudo o que passamos na vida, nosso corpo guarda e vai somatizando, o que cria uma espécie de marca, uma cicatriz, que vai enfraquecendo o funcionamento dos órgãos. Qualquer evento, conflito emocional, trauma que passamos, não importa a fase, seja na infância, adolescência, vida adulta, até mesmo vida fetal, nosso corpo vai guardar e isso pode repercutir em uma agressão, lesão na nossa saúde. Diante disso, temos um grande objetivo com a microfisioterapia, que é tratar a causa da doença e seus sintomas”, revela.
O tratamento
No tratamento de microfisioterapia são acessados pontos específicos do corpo, semelhantes aos da acupuntura. “Nosso corpo é cheio de mapas, pontos, que são referentes aos traumas emocionais somatizados. São mapas que ficam sob a pele, bem superficiais, pontos palpáveis. Temos mais de 200 mapas em nosso corpo, para trabalhar. É um quebra cabeças muito grande. Fazemos durante a sessão uma grande avaliação nesses mapas, uma identificação desses pontos e a partir do momento em que encontramos algum ponto bloqueado, que não esteja funcionando, identificamos quais são as glândulas e os órgãos que estão sofrendo bloqueios. Corrigindo esses bloqueios, fazendo com que os órgãos funcionem de forma mais equilibrada e automaticamente conseguimos reduzir e melhorar os sintomas”, comenta o fisioterapeuta.
De acordo com Dr. Bianchi, as sessões do tratamento são espaçadas, podendo levar de 45 até 60 dias entre uma e outra, a fim de que o próprio organismo se autocorrija, se readapte.
Indicações e benefícios
A microfisioterapia é indicada para tratar tanto a saúde física, quanto emocional do paciente. “Na parte física, qualquer tipo de dor articular, ombro, coluna, joelho, alergias de forma geral, alergias de pele, rinite, sinusites, enxaqueca, dores de cabeça, alterações e distúrbios do sono, insônia, fibromialgia, qualquer tipo de alteração gastrointestinal e dores em geral, podem ser tratadas com a micro. Na parte emocional envolve ansiedade, nervosismo, depressão, síndrome do pânico, fobias, medos. Em crianças, hiperatividade, problemas escolares, déficit de atenção e concentração”, revela Dr. Bianchi, que enfatiza ainda que pessoas de todas as idades podem realizar o tratamento com a técnica.
A microfisioterapia também trabalha na esfera preventiva de doenças. Além dos benefícios de tratar os sintomas, a micro estimula muito o sistema imunológico, aumenta a imunidade do paciente, trabalha o bem-estar, devolve um equilíbrio para o organismo, ajuda a diminuir o uso de medicamentos, melhora o sono, promove a saúde, diminui o stress e previne o surgimento de doenças. “Ela trabalha muito nessas duas esferas de tratamento e prevenção, melhorando o estado emocional do paciente. Em média três sessões são necessárias para se ter um grande reequilíbrio do organismo”, complementa o fisioterapeuta.

