Comprar moto de leilão vale a pena?

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salvador, bahia / brazil - august 22, 2013: seized motorcycles are seen in the detran courtyard in the city of Salvador.

Embora ainda seja repleto de preconceitos, existem ótimos negócios aguardando compradores em leilões presenciais e online, desde que ofertados por empresas sérias

Com preços convidativos, comprar motos de leilão parece ser um ótimo negócio. Tomando um bom cuidado na hora da avaliação, é possível que boas compras sejam feitas através dessa modalidade. No entanto, é preciso ter critério. É sabido que se tratam de motos usadas ou seminovas e que muitas vezes precisam de algum tipo de regularização.

 

As motos vão a leilão por diversas razões: podem ter sido apreendidas em alguma blitz de trânsito, devido a irregularidades não sanadas a tempo pelo dono à época; podem ser feitos pelas próprias montadoras, com a finalidade de abrir espaço em seus pátios; ou renovações de frotas de órgãos do poder público. Independentemente do motivo, os leilões são públicos e os itens podem ser vistoriados presencialmente pelo futuro comprador.

 

Realizados de forma presencial ou online por uma empresa chamada de leiloeira, leva o item o comprador que der o maior lance. A leiloeira pode ser o próprio governo, quando a moto está sob seu poder, alguma empresa especializada do ramo ou então bancos ou financeiras que tenham apreendido por inadimplência as motos financiadas.

 

Antes de mais nada, o interessado em arrematar uma moto de leilão deve conhecer a documentação que embasa o certame: o edital. É este documento que trará o descritivo do bem, ou seja, características, procedência e possíveis avarias. É ainda mais importante ler o edital quando o leilão é online. Para maior segurança, é preciso que o certame seja feito por empresas e instituições sérias e reconhecidas.

 

Uma busca pela placa pode ser um bom primeiro passo para conhecer a procedência do veículo em questão. Caso seja possível conferir in loco a moto, ainda que não se possa ligá-la ou conferir com profundidade seu estado, com um pouco de conhecimento, é possível extrair alguma informação valiosa sobre se vale a pena ou não dar lances no item.

 

Caso haja interesse de participar, é necessário fazer uma inscrição para o leilão. Concorrendo com os outros interessados, os lances são ofertados de maneira incremental até o arremate. Em alguns leilões, o pagamento é feito na hora, assim como a retirada da moto. Com preços bem abaixo da tabela FIPE, algumas ofertas podem ser tentadoras, mas é preciso ter pé no chão e ter certeza que se pode pagar pelo lance definitivo.

 

Em tempos de muitos sites falsos de leilão, é mais que necessário que se arremate itens de leilões idôneos. Ofertas muito tentadoras em sites escusos podem ser indícios de fraude. Mas, uma vez que tudo tenha ocorrido de maneira positiva, deve-se proceder com a regularização da moto, caso seja necessário. É possível que motos em ótimo estado sejam arrematadas e só precisem que a documentação seja feita junto ao DETRAN.

 

A regularização junto ao DETRAN segue os trâmites normais de qualquer outro veículo, ainda que seja um produto de leilão. É necessário ter a documentação do comprador, CPF, CNH e os documentos fornecidos pela leiloeira. Caso alguma irregularidade seja encontrada, a responsabilidade por sanar o problema fica por conta do antigo proprietário. O prazo é de 30 dias para efetuar a transferência. Caso contrário, há aplicação de multas.

 

Com preços atraentes, inclusive para revenda, comprar motos no leilão pode ser um ótimo negócio. Embora muitas pessoas temam o que acontece se for parado com moto de leilão, de fato, não há nenhum perigo, desde que toda a regularização esteja em dia. No mais, é desfrutar da liberdade, mobilidade e economia que só a moto é capaz de proporcionar.

Créditos: iStock